Por Diário da Manhã
1/11/2010
Desde que foi eleito deputado estadual em 1990, Marconi Perillo, governador eleito de Goiás, jamais conheceu derrota, nem mesmo no primeiro turno das eleições que disputou. Aos 47 anos, é dono de uma trajetória política irretocável e chega ao seu terceiro mandato como governador de Goiás vencendo as poderosas máquinas dos governos estadual, federal, além das maiores prefeituras do Estado, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.
Com mais essa expressiva vitória, Marconi consolida-se como a maior liderança política de Goiás e entra para a História do Estado como um político que ousou enfrentar e venceu oligarquias. Em 1º de janeiro, assumirá o comando do Estado com a oposição completamente aniquilada pela sua vitória e depois de vencer o segundo e definitivo round contra seu principal adversário, o ex-governador e ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB).
Marconi entrou para a política ainda na década de 80, como assessor do então senador Henrique Santillo. Chegou à Assembleia Legislativa no início da década de 90, e já em 94 foi eleito deputado federal. Na Câmara dos Deputados, mesmo ainda muito jovem, fez um trabalho brilhante, tendo sido o relator do processo no Conselho de Ética que resultou na cassação do então deputado, Sérgio Naya.
Em 1998, aos 35 anos, fez o que parecia impossível: venceu o então imbatível Iris Rezende, em uma eleição em que as pesquisas sempre o apontavam como azarão. Seu primeiro gesto de ousadia naquele ano foi lançar-se candidato, já que outros nomes mais expressivos e experimentados da oposição em Goiás, como Ronaldo Caiado e Roberto Balestra recusaram-se a ir para o “sacrifício”.
Na Casa Verde, encontrou muitas adversidades nos primeiros anos de governo. Obras inacabadas deixadas pelos governos do PMDB, salário dos servidores em atraso, Celg com problemas financeiros devido à venda da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada e muitos escândalos de corrupção.
Em 2005, um ano antes de disputar reeleição, viu o candidato do PMDB, Maguito Vilela, disparar nas pesquisas. Não se intimidou, trabalhou muito e em outubro de 2002 foi eleito logo no primeiro turno, com 51% dos votos válidos.
Quatro anos depois, em 2006, demonstrou imenso prestígio ao ser eleito Senador com mais de 70% dos votos válidos e ainda carregar nas costas o seu ex-vice por dois mandatos, Alcides Rodrigues. Graças à popularidade de Marconi, o inexpressivo Alcides, político de Santa Helena de Goiás, saiu de 3% das intenções de votos para uma vitória já no primeiro turno confirmada na segunda fase.
Em 2010, viu ex-aliados - incluindo o governador a quem ele deu o mandato – se juntarem aos peemedebistas na tentativa de derrotá-lo. Até um dossiê fajuto, com um número de conta corrente em um Paraíso Fiscal , foi forjado contra ele. Durante dois anos, teve sua imagem permanente desconstruída pelo governador pepista e pelo secretário da Fazenda, Jorcelino Braga.
Venceu o primeiro turno, batendo o candidato governista Vanderlan Cardoso (PR), que teve irrisórios 16% e mais uma vez o peemedebista Iris Rezende. No segundo turno, todos se juntaram contra ele, sob as bênçãos do Palácio da Planalto - o presidente Lula se tornou seu ferrenho adversário depois que Marconi tornou público que o avisou sobre o escândalo do mensalão.
Enfrentou ainda pesquisas com resultados duvidosos que apontavam empate técnico com o candidato do PMDB. Hoje, para o desespero dos seus adversários, confirmou sua vitória no segundo turno, depois de liderar as intenções de votos durante toda a campanha.

Nenhum comentário:
Postar um comentário