O governador eleito, Marconi Perillo, reuniu-se nesta segunda-feira (8) com a diretoria da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg). Recebido pelo atual presidente, Pedro Alves, e pelo ex-presidente Paulo Afonso, o próximo governador de Goiás conversou com membros da nova e da ex-diretoria da entidade, ocasião em que reafirmou os compromissos assumidos com o segmento empresarial do Estado durante a eleição.
"Conversei muito com os sindicatos e a direção da Fieg durante a eleição. O diálogo com o setor produtivo de Goiás foi aberto desde que me elegi deputado estadual. Sempre tive uma relação de diálogo e parceria. Durante a campanha fui sabatinado aqui pelos sindicatos. Estou aqui para reiterar o compromisso de celebrar parcerias e buscar os melhores resultados através dessa relação", declarou.
Responsável pela instituição do Fórum Empresarial durante seu primeiro governo, Marconi disse que o diálogo entre o governo e os empresários será retomado com maior vigor ainda durante sua próxima gestão. O Fórum, que reúne dirigentes empresariais de vários segmentos, é o principal interlocutor entre a classe produtiva e o governo. Foi, segundo o presidente da Fieg, Pedro Alves, responsável pelo crescimento de Goiás nos últimos anos.
Marconi reafirmou que, no âmbito da infraestrutura, quer colocar para funcionar o que já existe. “Nossas primeiras preocupações devem ser a conclusão de obras em andamento e paralisadas, como a Ferrovia Norte-Sul, o aeroporto de Goiânia, o Anel Viário, o viaduto do Daia, em Anápolis, algumas rodovias e duplicações. São projetos estruturantes para que Goiás possa atender as às suas demandas”, anunciou.
O próximo governador retornou ontem de São Paulo onde, segundo disse, aproveitou para descansar, realizar visitas, conversar com empresários e participar de encontros com o setor produtivo. Durante sua estada na capital paulista, Marconi reuniu-se com o atual governador, Alberto Goldman, com o próximo governador, Geraldo Alckmin, e com o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso.
Participante do Congresso da Indústria, na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Marconi reafirmou a mais de dois mil empresários que é contra a reedição da CPMF. "Reafirmei minha posição de não apoiar o retorno da CPMF e de lutar para que a Reforma Tributária saia do papel. Para que os produtos brasileiros sejam mais competitivos lá fora, as palavras de ordem devem ser competitividade e racionalidade", salientou.
Marconi informou que se reuniu com empresários interessados em investir em Goiás, citando empresas como a Shell e algumas da área de produção de açúcar e álcool dentre outras consideradas da "linha branca". "Vamos voltar a conversar quando estivermos no governo e tentar viabilizar a vinda dessas indústrias para Goiás", garantiu.
A visita à Fieg foi a primeira de uma série de encontros que Marconi pretende ter com sindicatos e federações. "Vou visitar todas as federações, não só patronais, mas também de trabalhadores. Quero conversar com todos os segmentos, ouvi-los sobre a composição do governo", declarou.
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