sexta-feira, 23 de abril de 2010

Marconi debate com empresários propostas para tecnologia


Portal Marconi Senador
21/4/2010


A Tecnologia de Informação e Telecomunicações foi tema de café da manhã na segunda-feira (19) no Clube de Engenharia, em Goiânia, com o senador Marconi Perillo. Promovido pelo Sindicato das Empresas de Informática, Telecomunicações e Similares (Sindinformática) e pela Comunidade Tecnológica de Goiás (Conteg), o encontro reuniu uma centena de empresários do setor para um debate com o pré-candidato e partidos aliados sobre projeto de ações que contemplem o setor num provável novo governo de Marconi.

As propostas foram apresentadas pelo presidente do Sindinformática, Ricardo Vaz da Silva, e pelo presidente da Conteg, Reilly Rangel. À mesa com Marconi estavam o ex-secretário de Tecnologia e presidente do PPS, Gilvane Felipe, o ex-reitor da Universidade Estadual de Goiás, José Izecias, e os ex-secretários de Planejamento e de Fazenda Giuseppe Vecci e José Carlos Siqueira.

Depois de ouvir as demandas e sugestões do setor, Marconi ofereceu aos empresários a oportunidade de auxiliar sua equipe de planejamento na elaboração do programa para a Tecnologia da Informação (TI) e na escolha dos nomes que deverão compor os principais órgãos estaduais responsáveis pela execução dos projetos "sem nenhuma ingerência política".

Em sintonia com as propostas, Marconi falou da possibilidade de atender ao segmento por intermédio de inúmeras ações voltadas para a TI. Um delas será a criação do Conselho Estadual de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, com participação de entidades ligadas ao setor. Paralelamente será criado um órgão centralizador de Tecnologia da Informação e Telecomunicações na estrutura do governo. "Verificamos que uma agência estadual seria talvez o melhor caminho, por dispor de certa autonomia administrativa sem a tributação incidente sobre uma empresa pública, ou mesmo as amarras de órgão da administração direta", justificou.

O senador falou também em promover avanços na utilização do poder de compra do Estado. Lembrou que em sua gestão, antes da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, Goiás já dispunha de decreto por ele sancionado, que determinava a preferência para as micro e pequenas empresas nas contratações públicas. "Podemos, sim, utilizar novos modelos onde parcela dos recursos voltados para compras seja aplicada na forma de subsídios em editais de subvenção, onde empresas com o apoio da universidade poderiam propor o melhor projeto para o atendimento de necessidades específicas."

Em relação à proposta dos empresários visando a normatização do tratamento de informações de outras atividades econômicas, alertou para a necessidade de se ter cuidado para "não estimularmos a criação de mais e mais obrigações e burocracia aos nossos empresários". E garantiu que "naquelas onde já haja a determinação legal ou que esta seria de grande interesse público, poderemos buscar este caminho".

Ao responder ao segmento sobre a possibilidade de um futuro governo seu incentivar financeiramente o setor, Marconi falou de algumas ações realizadas, com destaque para a criação da Agência de Fomento, que previa recursos específicos para TI. "Precisamos ampliá-los. Mais do que isso, precisamos apoiar o empresário na formulação da sua proposta", declarou. Marconi se disse ciente das dificuldades apresentadas por exigências impostas quando se fala em recursos públicos, "mas podemos facilitar o processo orientando melhor o empresário interessado na contratação destes financiamentos".

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